O diagnóstico do Coronavírus pode ser feito através:

Testes moleculares: Pesquisa de RNA  viral através do PCR em tempo real. Este exame deve ser colhido preferencialmente do quarto ao sétimo dia de sintomas  respiratórios,  através de swab da nasofaringe e orofaringe. Pode ser colhido também em amostra de escarro ou secreção traqueal quando indicado. Sugere- se repetir o exame em paciente com alta suspeita clínica e primeiro exame negativo,  sobretudo se colhido antes do quarto dia de sintomatologia.

Testes rápidos: podem detectar antígenos  ou anticorpos. Realizado pela técnica imunocromatográfica ou fluxo lateral (semelhante aos testes de farmácia para gravidez). Há vários problemas com os testes adquiridos da China, que detectam principalmente anticorpos (imunoglobulinas). Há necessidade de fazer validação dos testes importados.

Sorologia convencional: Elisa e quimioluminescência

Elisa: pesquisa de IgA e IgG

Quimioluminescência (QML): pesquisa de IgM e IgG

Estes exames devem ser realizados após o sétimo dia de sintomas. Um trabalho publicado na Nature  em março deste ano mostrou que a sorologia positivou em  50% dos pacientes com história de sintomas  maior do que 7 dias e em 100% dos pacientes com mais de 14 dias. 

IgA pela técnica Elisa tem uma sensibilidade um pouco maior que IgM  pela quimioluminescência (85% × 67%), mas a especificidade é menor (89%× 99%), podendo haver reação cruzada de IgA para Coronavírus  com anticorpos de Influenza, em época de vacinação para gripe.

A sensibilidade de IgG em amostras colhidas após  a primeira semana de sintomas é maior pela técnica de QML do que para Elisa (82%×40%), mas a especificidade é alta em ambas (97%×96%).

A sensibilidade para pesquisa IgG é baixa para ambas as técnicas em amostras colhidas  na primeira semana de sintomas (18%Elisa x 36%QML), embora  a especificidade seja alta nas duas técnicas (96%Elisa ×97%QML).

Busque  sempre orientação médica de qualidade.